Me indagaram.
- Acho que sim. Ou não. É, talvez. - gaguejei.
E caminhando pensativa, me veio aquele estalo: Caracas, nunca me apaixonei de verdade.
Nunca me apaixonei, logo eu... nunca, nunquinha. Será?!
19 de janeiro de 2009
16 de janeiro de 2009
Presente
Taí, prêmio geladeira do ano pra mim (como diria um amigo). Não, não escrevi nenhuma carta que o fizesse chorar. Não, não coloquei uma foto nossa em um porta retrato pra que ele coloque em algum lugar da morada nova. Não, eu não disse que no fundo, vou sentir falta e que queria que ele ficasse. Não, eu nunca disse que isso é muito além do homem e mulher em si, que é pelas horas de conversa, pelas confissões, pelo colo que ele deu quando eu precisava, pelas atitudes estúipidas dele, achando que sabia o que eu queria/sentia/esperava. Não, eu não comprei e nem escrevi nada pra ele levar no avião e sofrer um pouquinho, mas sentir que eu me importo.
As últimas semanas passaram devagar, e hoje o relógio parece correr vinte vezes mais rápido, enquanto ri de mim. Faltam exatamente seis horas pro avião decolar, quatro horas pra eu dar o último tchau, e o coração bate, bate. Não por sentir algo ainda, mas por tudo que representou. Não sei como vai ser daqui pra frente, eu vou sobreviver, aliás, viverei muito bem, gargalhando por aí como sempre. Mas que vai fazer falta vai, ainda mais por eu não ter dito o que eu queria (e devia) e nem vou dizer. Mas ok, nem a distância e nem o tempo vão apagar essa coisa que nasceu, depois de choro, risada, desprezo, gritos, carinho e tantas coisas sem nome. E eu não vou dizer nada disso.
Nos 44 do segundo tempo, eu ofereço minhas lágrimas e meu abraço. Talvez eu tenha colhões tamanho GG e ofereça aquele pedaço que é dele (mas ele não sabe) do meu coração. Serve?! E eu queria dizer mais uma coisa, pelo menos aqui, no mais puro e inocente sentido da palavra:
- Vou sentir tua falta, te amo, tá?!
As últimas semanas passaram devagar, e hoje o relógio parece correr vinte vezes mais rápido, enquanto ri de mim. Faltam exatamente seis horas pro avião decolar, quatro horas pra eu dar o último tchau, e o coração bate, bate. Não por sentir algo ainda, mas por tudo que representou. Não sei como vai ser daqui pra frente, eu vou sobreviver, aliás, viverei muito bem, gargalhando por aí como sempre. Mas que vai fazer falta vai, ainda mais por eu não ter dito o que eu queria (e devia) e nem vou dizer. Mas ok, nem a distância e nem o tempo vão apagar essa coisa que nasceu, depois de choro, risada, desprezo, gritos, carinho e tantas coisas sem nome. E eu não vou dizer nada disso.
Nos 44 do segundo tempo, eu ofereço minhas lágrimas e meu abraço. Talvez eu tenha colhões tamanho GG e ofereça aquele pedaço que é dele (mas ele não sabe) do meu coração. Serve?! E eu queria dizer mais uma coisa, pelo menos aqui, no mais puro e inocente sentido da palavra:
- Vou sentir tua falta, te amo, tá?!
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