Mais algum louco aí pelo mundo?!
Só é terça feira e eu sinto minha cabeça explodindo, como se houvessem dois mil trens passando por cima! Não sei se é reflexo do trabalho, do coração ou de que porra.
Queria saber se sou só eu ou se mais alguém percebeu que o mundo está louco. Total completamente insano. É o ônibus que bate no carro e o motorista do carro entra no ônibus pra bater no outro motorista (tudo por um simples lanterna de um citroen). E então o motorista do ônibus começa a gritar pro cobrador anotar a placa do carro porque vai rastrear e "meter bala" no cara. Isso lá é comportamento?!
O outro vê briga e logo diz: - Pega a minha arma embaixo do banco que vou acabar com isso! Homem que é homem não grita com mulher! - Ah tá, homem que é homem se garante com arma! E todo mundo grita e xinga. E ninguém diz bom dia e dá um sorriso. E ninguém canta e dança pela rua. Está todo mundo louco?!
E eu caminho aqui pela casa de roupão, pantufas e coroa de princesa. E meu cabelo laranja agora está roxo. E eu canto, danço e represento. E eu arquiteto planos pra mudar o mundo. E eu saio na rua, e daí eu me canso, me desanimo. No dia seguinte repenso tudo outra vez...
Será que eu estou louca? Acho que eu sou só uma garota ferrada tentando encontrar motivos pra acreditar nas pessoas... E eu vou fazendo piada ;)
29 de julho de 2008
21 de julho de 2008
there´s just no name
O despertador soava alto como nunca e quando me despertei meus olhos ardiam. Comecei a tomar consciência, e ainda me perguntava se foi tudo verdade. A tristeza que pesava no meu coração não me deixava mentir, havia chorado em meu travesseiro até adormecer.
"O seu problema é que você sempre espera o melhor dos outros" - minha mãe sempre me disse. E é verdade. Mas as pessoas sempre tendem a mostrar o pior lado, porquê eu, coração de manteiga que sou, nunca guardo mágoa e sempre desculpo.
Não sei se era um problema comigo ou se era o mundo, mas o café estava mais amargo, as pessoas mais sérias e o céu mais nublado. A cidade parecia parada, sem vida. Não ouvi risadas, não ouvi conversas. O motorista do ônibus não disse bom dia, o cobrador não respondeu de nada. E eu via um mundo diferente da janela do ônibus, um mundo que eu não gostava, que me angustiava... e eu não pude evitar que algumas lágrimas escorressem do meu rosto, e pela primeira vez não me envergonhei, nem liguei se havia alguém olhando. Eu sabia que havia alguma coisa de errada dentro de mim. Não dá pra ouvir o que você não gosta, de quem você gosta. E eu gosto, taí o problema.
Mas vamos lá, amanhã prometo ir trabalhar com o sorriso no rosto e o samba no pé do ouvido!
"E deixa o mar serenar! O mar serenou quando ela pisou na areia, quem samba na beira do mar é sereia!"
"O seu problema é que você sempre espera o melhor dos outros" - minha mãe sempre me disse. E é verdade. Mas as pessoas sempre tendem a mostrar o pior lado, porquê eu, coração de manteiga que sou, nunca guardo mágoa e sempre desculpo.
Não sei se era um problema comigo ou se era o mundo, mas o café estava mais amargo, as pessoas mais sérias e o céu mais nublado. A cidade parecia parada, sem vida. Não ouvi risadas, não ouvi conversas. O motorista do ônibus não disse bom dia, o cobrador não respondeu de nada. E eu via um mundo diferente da janela do ônibus, um mundo que eu não gostava, que me angustiava... e eu não pude evitar que algumas lágrimas escorressem do meu rosto, e pela primeira vez não me envergonhei, nem liguei se havia alguém olhando. Eu sabia que havia alguma coisa de errada dentro de mim. Não dá pra ouvir o que você não gosta, de quem você gosta. E eu gosto, taí o problema.
Mas vamos lá, amanhã prometo ir trabalhar com o sorriso no rosto e o samba no pé do ouvido!
"E deixa o mar serenar! O mar serenou quando ela pisou na areia, quem samba na beira do mar é sereia!"
10 de julho de 2008
E quem diria...
... que Zeca Baleiro ia me descrever um dia!
É tanta inspiração, tanta coisa pra colocar pra fora, que prefiro aprender a me calar...
Amanhã é outro dia ;]
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
até quando o corpo pede um pouco mais de alma
a vida não pára
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
eu me recuso faço hora vou na valsa
a vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do male a loucura finge que isso tudo é normal
É tanta inspiração, tanta coisa pra colocar pra fora, que prefiro aprender a me calar...
Amanhã é outro dia ;]
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
até quando o corpo pede um pouco mais de alma
a vida não pára
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
eu me recuso faço hora vou na valsa
a vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do male a loucura finge que isso tudo é normal
eu finjo ter paciência
o mundo vai girando cada vez mais veloz a gente espera do mundo
o mundo vai girando cada vez mais veloz a gente espera do mundo
e o mundo espera de nós um pouco mais de paciência
Será que é tempo que lhe falta pra perceber?
Será que é tempo que lhe falta pra perceber?
Sera que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara tão rara
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
mesmo quando o corpo pede um pocuo mais de alma
eu sei a vida não pára
a vida não pára não
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
mesmo quando o corpo pede um pocuo mais de alma
eu sei a vida não pára
a vida não pára não
9 de julho de 2008
Requiem de algumas cervejas (?)
É, vai ver eu sou d´outro mundo mesmo. Sou de algum lugar onde tudo é sincero, um conto de fadas fora de moda onde há respeito porquê o amor é que impera. Alguma outra dimensão onde a carne não grita mais alto que a alma. Algum lugar que as desigualdades não importam, onde é o respeito que dá razão aos atos.
De algum mundo tão paralelo à tudo, que existe ternura, que o olho no olho é verdadeiro. Um plano qualquer onde não existem jogos de conquista. Onde pele com pele e boca com boca dão vazão aos sentimentos.
Algum conto de fadas tão, mas tão distante, que sei que dos livros, do papel,nunca sairá e finalmente me conformo: tenho um enorme e estúpido coração, e isso, jamais irá mudar.
Ps. Nós mulheres, somos bichos burros demais! Mas mudar, nunca! =)
Ouvindo: Anathema - One last goodbye
De algum mundo tão paralelo à tudo, que existe ternura, que o olho no olho é verdadeiro. Um plano qualquer onde não existem jogos de conquista. Onde pele com pele e boca com boca dão vazão aos sentimentos.
Algum conto de fadas tão, mas tão distante, que sei que dos livros, do papel,nunca sairá e finalmente me conformo: tenho um enorme e estúpido coração, e isso, jamais irá mudar.
Ps. Nós mulheres, somos bichos burros demais! Mas mudar, nunca! =)
Ouvindo: Anathema - One last goodbye
7 de julho de 2008
as we spin through outer space...
Depois que um certo alguém me disse que eu tenho medo, parei pra refletir. Esse discurso de "sou independente e sei (e gosto) de me cuidar sozinha" não faz mais sentido. Tudo bem que, existe toda essa coisa de mulher independente, a queima do sutiens e o sucesso na carreira. Mas não adianta dizer que, vez ou outra um chamego não faz falta. Todos, principalmente nós mulheres, precisamos de um carinho na nuca, um beijinho na testa e uma puxada de cabelo mais forte, de um "vem cá minha nega". Precisamos nos sentir um pouquinho protegidas, que eles nos arranquem uns sorrisinhos bobos do rosto, que nos dêem um abraço tão apertado que perdemos o ar. E não estou falando em sair pelos bares por aí e ter um aprochego com qualquer um, não.
Tem que se ver algumas vezes, tem que ter troca de sorrisos e olhares. Tem que ficar com friozinho na barriga, pensando se é hoje que vai vê-lo de novo. Tem que se arrumar e se perfurmar, só pela hipótese de que ele pode estar lá. Tem que se pegar pensando nele durante o dia, lembrando de alguma coisa que ele te disse, de algum beijo que foi roubado, de algum carinho que ele te fez. Não tem que ter medo de se apaixonar, ou melhor, não deveríamos ter medo.
Mas aí que está, as mulheres só se tornaram tão independetes e bem resolvidas porque em algum momento da história (para não dizer todos, e tornar meu texto feminista demais), os homens foram alguma espécie de monstro cruel que devoravam os corações de pobres donzelas apaixonadas. E essas damas de coração dilacerado, resolveram se igualar e passaram a (fingir) não se importar com os sentimentos. Se armaram fortemente contra esses tais seres, inclusive eu.
Acontece que cansei de lutar, cansei de me privar dos sorissos bobos, de ficar pensando o que teria sido se eu tivesse dado uma chance, se eu tivesse acreditado, se eu tivesse me entregado. Não vou afirmar que amanhã vou chegar e dizer: amo você! Nem que vou acreditar em cada palavrinha que eu ouvir. Mas vou tentar me desarmar sim, vou tentar curtir um pouco mais, ser menos fria e me deixar envolver. É engraçado, eu sempre achei que esse meu jeito fosse de mulher independente e alguém que vem de um outro mundo, me faz enxergar que esse é o jeito de uma menina medrosa. E por isso, entre outras coisas, eu não vejo problema algum de pessoas de mundos diferentes ficarem juntas por aí. Mas isso é outra hitória, fica pra depois.
ouvindo: Antimatter - The weight of the world
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