28 de novembro de 2007

Seriam eles como laranjas?!

Estava no quarto e senti uma imensa vontade de comer uma laranja. Caminhei até a cozinha e fiquei frente a frente com a fruteira que possuía uma ou duas dúzias delas. Fiquei observando, sem saber qual escolher. Optei por aquela cuja casca refletia, parecia a mais bonita (se é que há beleza em laranjas). Agarrei com uma mão, peguei uma faca com a outra e comecei a descascar, com todo cuidado do mundo, para que não passasse da casquinha branca e cortasse os gominhos. Depois de retirar a casca verde, começei a tirar a casquinha branca e, por um deslize qualquer, a faca escapou do seu percurso e acabei me cortando um pouco; quando ia estancar o sangue com a camiseta, percebi que estava pateticamente despida: de sutien, saia e coturnos. Ri sozinha e estanquei o sangue com pano qualquer. Quase ia voltando ao quarto sem a laranja, mas voltei e peguei um gomo, ao coloca-lo na boca, o gosto foi horrível, estava impossivelmente azeda! Mas eu queria comer laranja! Então fui lá e descasquei outra, com o dedo ardendo, por causa do corte. Ainda descascando pensei: se são todas iguais, essa também deve estar azeda! E para minha surpresa, quando coloquei na boca o gomo da nova laranja, estava incrivelmente doce! E por mais que o corte estivesse ardendo, valeu a pena!
Talvez seja assim com os homens. A gente escolhe o que nos parece melhor, cativamos, cuidamos, amamos... até que ele nos fere, nos engana, nos machuca a valer. Nos despimos a ele, nos doamos e nos desarmamos. De repente nos vemos sem saída, sem saber como acalmar o coração e por fim, achamos que são todos iguais e resolvemos não nos arriscar mais. Acontece que, por mais que machuque, pode ser que (não no segundo, nem terceiro, nem quarto...) se resolvermos enfrentar a dor, podemos tirar aquele gosto amargo que ficou. ;)
Não é pra se pensar?!

17 de novembro de 2007

Um ensaio qualquer ... II

E afinal, descobre-se que NÃO existe "pinto" que valha criar laços afetivos. Fica tudo mais claro agora, podem me chamar de mal-amada. Alguém me disse uma vez, ou você ama o corpo, ou a alma. Não posso ver afirmação mais correta, apesar de muitos acharem que com o tempo cria-se um amor pleno, eu duvido. Acredito que existam pessoas especiais, e talvez eu me apaixone por alguém a cada semana, mas logo passa. Nada é para sempre, então acostumem-se de uma vez por todas com isso. É um festival do eu te amo, dura três meses, às vezes um ano ou três, mas no final, todo mundo se mostra um grandissíssimo de um fdp, e a magia acaba, e as pessoas sofrem e choram.
É mais feliz acreditar em uma verdade inventada.
Tenho levado uma vida junkie, e creio que entre um porre ou outro vomitei meu coração. Não me importo, ele tinha morrido há tempos. Pra mim existem dois tipos de amor, o da minha família e o dos meus amigos. E só esses que me permito. E há aqueles que dizem que vou me apaixonar, mas eu digo não, não e não. A felicidade está em criar limites. E hoje EU decido.