10 de julho de 2007

Estar sozinha e nao ter ninguem em volta, nao ter ninguem pra beijar; mesmo que esse beijo seja sem sentimento? So o fato de estar nos bracos de um desconhecido qualquer, por apenas alguns momentos, significa nao estar so?
Nao estar so e estar com muitos alguens: muitos dos quais nao me recordo o nome, outros quais eu nunca soube e outros tantos que nem me lembro. Noites e noites de bracos em bracos, de corpo em corpo, de boca em boca...
Em algum momento de um passado mais distante, eu gostava de me apaixonar: eu gozava de cada estagio, de cada momento! Ansiava loucamente por cada beijo e qualquer gesto era percebido e interpretado... de repente me tornava poeta e a paixao era sempre amor... cheguei a pensar que se podia morrer de amor. Era tao puro e lindo, mesmo quando machucava, e tantos partiram meu coracao! Mas apos algum tempo e um coracao machucado, cheguei a pensar que se podia morrer de desamor.
Na verdade, eu queria saber quando me tornei uma figura grotesca: fria e desapaixonada. E afirmo que nao me importo, que nao me apego; so procuro alguem uma vez ou outra, porque afinal, a pele pede.
O que me atormenta, e lembrar tanto de um desses alguens. Me ter deixado hipnotisar por olhos azuis como um ceu nunca visto, que brilham mais que uma constelacao inteira, quando penetram em meus olhos indiginas. Ter permitido aquela pele na minha, deixando por dias seu cheiro em mim; os arrepios ao lembrar dos murmuros e dos gemidos; as maos asperas a passear pelo meu corpo... estaria tudo bem, nao fosse eu saber que so quero brincar, jogar, tudo para me afirmar: fria e forte. Mas afinal, nao estou sozinha, segundo os meus propiros principios e fundamentos. Tudo estaria certo, nao fosse uma dor que insiste em habitar fundo no peito.

PS. Nao rola colocar acento no teclado lituano ;p