Daí eu estava pensando... houve a época, no auge da minha adoração por metal sujo, em que eu espantava os homens. Além de eu ser uma gordinha chata (por volta dos 11/12 anos), eu usava tenisão pride (sim, aqueles brancos sujos e grandes), calça bailarina, camisetas de metal (as favoritas eram: a do 1º do Monters of Rock e a do Overkill, meu primeiro show), e ainda, não me pergunte porque, fazia um topetinho bem ridículo no cabelo, que era comprido e ainda usava batom marrom! Vc deve estar se perguntando: - Cadê a mãe dessa menina?! - é, eu também tenho vontade de bater na minha mãe por ter permitido isso. Mas enfim, era uma fase difícil, eu brigava muito com todo mundo, porque eu era diferente, e ninguém me entendia. Lembro até que uma vez eu fiz rolar uma puta discussão em casa: chorei, gritei, esperneei... tudo porque ninguém entendia que eu gostava de homens maquiados! (?)Eu cresci, descobri os milagres da tintura, chapinha, maquiagem, etc etc. Comecei a optar por roupas que destaquem minha silueta (?) - *pausa para risos* - e enfim, até que me tornei uma garota de fino trato (sempre quis empregar essa expressão em alguma frase! weee). O fato é que, por um certo tempo, aproveitei essa mudança e a lábia imensa que, não sei como, fazia com que eu conseguisse conquistar qualquer rapaz (sim, mesmo os gays), excessão a um certo viking que não engoliu sequer uma palavra. Foi uma fase um tanto quanto interessante e produtiva, aprendi muitas coisas (mas não todas, se é que me entendem ;), fiz coisas que ficarão na história e sempre renderão boas risadas (a Bia pode contar muitas histórias, melhor que eu).
Daí me tornei uma garota chata pra porra, que não quer ficar com ninguém e ainda tenta disputar força com os "pretendentes" e botar-lhes medo (e eu consigo muito bem, vcs sabem!). As minhas amigas diziam o tempo todo que eu devia parar com isso, passei noites em claro discutindo com elas, dando 540001465100244580103257 motivos do porque eu não queria etc etc. E vcs sabem como eu sou cabeça dura!
Um dia, eu estava "fazendo esse discurso" e alguém que tomei cerveja umas três ou quatro vezes, tocou no meu ombro e disse que eu não devia generalizar. Não é que fez mais sentido? E eu fiquei pensando...

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