24 de maio de 2007

É grande, mas vale ler ;)

Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos
A lua tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria um brilho de a...lu...guel
E nuvens lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas, que sufoco louco
O bêbado com chapéu coco fazia irreverências mil
Prá noite do Bra...sil, meu Brasil
Que sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu num rabo de foguete
Chora a nossa pátria mãe gentil
Choram marias e clarisses no solo do Brasil
Mas sei que uma dor assim pungente não há de ser
inutilmente
A espe...rança dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha pode se ma...chu...car
Azar, a esperança equilibrista sabe que o show de
todo artista tem que continuar...



O dia em que Clarice chorou

25 de outubro de 1975, o dia em que milhares de pessoas ouviam "Tente outra vez", o novo sucesso de Raul Seixas em suas vitrolas, e conversavam sobre o ultimo capítulo da novela Gabriela. Era para ser outro sábado tranqüilo como vários outros daquele ano, se esta não fosse a data de um triste acontecimento que marcaria profundamente a todos os cidadãos brasileiros: em 25 de outubro de 1975 foi encontrado, pendurado numa grade, com a cabeça suspensa por um cinto, o corpo do jornalista Vladimir Herzog. Mesmo a grade sendo mais baixa que o jornalista, a causa de sua morte foi apresentada como suicídio.
Vlado, como era carinhosamente conhecido, nasceu em 27 de junho de 1937, em Osijek, na Croácia e aos nove anos veio para o Brasil. Casado com Clarice Herzog, começou sua carreira em 1959, no jornal o Estado de São Paulo, onde foi repórter, redator e, finalmente, chefe de reportagem. Em 1965 foi para Londres, onde trabalhou como redator e produtor da rede BBC. Cinco anos depois volta ao Brasil e assume o cargo de editor cultural da revista Visão, onde permaneceu ate 1973, quando passou a trabalhar como secretario do jornal A hora da noticia,da TV Cultura – em seguida, assumiu o departamento de jornalismo da emissora. Herzog era muito ligado às artes e acreditava que a cultura era o caminho mais viável para acabar com a alienação política dos cidadãos.
Ligado ao partido comunista, Vladmir Herzog foi vítima da chamada "onda de outubro": o governo militar estava disposto a acabar com o partido, e assim, a cada mês, prendia militantes de um certo grupo profissional, e outubro foi a vez dos jornalistas. Segundo o jornalista Paulo Markun, também preso, Vladmir sabia, assim como Markun, que não teria como se livrar da prisão, pois fazia parte dos militantes regulares, ou seja, aqueles que tinham uma vida social – ao contrário dos membros clandestinos, que puderam fugir para outros países e se livrar da repressão.
A tortura sofrida pelos presos no DOI CODI procedia da seguinte forma: num grupo de torturadores que se revezavam durante três turnos, o torturador ia ao encontro da vítima com a "munição" (um questionário com o as informações que deveriam ser descobertas) e torturava os presos com choques elétricos, até que a informação desejada fosse descoberta.
"A morte de Vladimir foi um acidente de trabalho", ironizou Paulo Markun, em entrevista coletiva realizada no Sindicato dos Jornalistas, no dia 31 de agosto. Segundo Markun, Herzog, apesar de ser militante do PC, não tinha tantas informações como acreditavam que ele poderia ter – logo, sua morte foi provavelmente causada por uma exigência de revelação de uma informação da qual não tinha conhecimento.
O jornalista morreu durante um período de extrema censura, fato que levou a maioria dos veículos de comunicação da época a não poderem divulgar a morte de Vladimir – inclusive o jornal Opinião, onde ele tinha trabalhado. Os jornais que tiveram liberação para divulgar o fato publicaram a notícia de uma forma extremamente superficial, e assim não se deixou a possibilidade de outra versão para o episódio, que não fosse o suicídio. Apesar da tragédia, a morte de Vladimir tornou-se um divisor de águas na luta pela redemocratização do país, pois gerou uma grande mobilização nacional, principalmente da classe jornalística em oposição à repressão e censura.
Segundo Aldálio Dantas, presidente do sindicato dos jornalistas na época do assassinato, antes da morte de Herzog, os crimes ocorriam e parentes e amigos da vítimas eram impedidos de se manifestar contra o ocorrido e, por medo, acabavam aceitando esta imposição. A partir da morte de Vladimir este silêncio foi quebrado e as pessoas passaram a protestar e a mostrar toda sua indignação com o regime da ditadura.
Um dos símbolos desse período de protestos foi o culto ecumênico realizado na Catedral da Sé em São Paulo, na sexta feira após o crime. O culto celebrado pelo rabino Henry Sobel juntamente com o pastor James Wright e o cardeal arcebispo de São Paulo, D. Evaristo Arms, reuniu cerca de oito mil pessoas vindas de diversas partes do país. Para Henry Sobel, o assassinato de Herzog mudou a história política do Brasil. "O assassinato de Herzog foi o catalisador para a abertura política e da restauração da democracia. Esse fato será sempre a recordação dolorosa de um sombrio período de repressão, um eco eterno da voz da liberdade, que não se cala jamais", declarou Sobel para os jornais da época .
A justiça admitiu pela primeira vez, em 1978, a culpa da união pelo assassinato do jornalista e, em 1987, foi decidido que haveria uma indenização aos seus familiares, que só foi paga na década de 90 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso.
Vladmir Herzog tornou-se um símbolo na luta pela liberdade e pela defesa dos direitos humanos. Seu nome batizou centros acadêmicos de diversas faculdades de jornalismo do país e o principal prêmio de direitos humanos dado a profissionais da área.
E tem gente que ainda diz que jornalista é profissão de vagabundo e que nosso país não tem cultura. Fora os estudantes da PUC (com excessões, claro!), que pagam mil reais de mensalidade e vem dar uma de "vermelhinhos" ...
E vendo coisas assim, que eu realmente me importo em saber cantar TODAS as músicas do Testament e derivados "metais"... hahahahaha
Passou da hora de adquirir cultura... reflitam!

16 de maio de 2007

Hoje eu quero música! E vou me desfazer de tudo...

=D

A long way to nowhere...

Daí eu estava pensando... houve a época, no auge da minha adoração por metal sujo, em que eu espantava os homens. Além de eu ser uma gordinha chata (por volta dos 11/12 anos), eu usava tenisão pride (sim, aqueles brancos sujos e grandes), calça bailarina, camisetas de metal (as favoritas eram: a do 1º do Monters of Rock e a do Overkill, meu primeiro show), e ainda, não me pergunte porque, fazia um topetinho bem ridículo no cabelo, que era comprido e ainda usava batom marrom! Vc deve estar se perguntando: - Cadê a mãe dessa menina?! - é, eu também tenho vontade de bater na minha mãe por ter permitido isso. Mas enfim, era uma fase difícil, eu brigava muito com todo mundo, porque eu era diferente, e ninguém me entendia. Lembro até que uma vez eu fiz rolar uma puta discussão em casa: chorei, gritei, esperneei... tudo porque ninguém entendia que eu gostava de homens maquiados! (?)
Eu cresci, descobri os milagres da tintura, chapinha, maquiagem, etc etc. Comecei a optar por roupas que destaquem minha silueta (?) - *pausa para risos* - e enfim, até que me tornei uma garota de fino trato (sempre quis empregar essa expressão em alguma frase! weee). O fato é que, por um certo tempo, aproveitei essa mudança e a lábia imensa que, não sei como, fazia com que eu conseguisse conquistar qualquer rapaz (sim, mesmo os gays), excessão a um certo viking que não engoliu sequer uma palavra. Foi uma fase um tanto quanto interessante e produtiva, aprendi muitas coisas (mas não todas, se é que me entendem ;), fiz coisas que ficarão na história e sempre renderão boas risadas (a Bia pode contar muitas histórias, melhor que eu).
Daí me tornei uma garota chata pra porra, que não quer ficar com ninguém e ainda tenta disputar força com os "pretendentes" e botar-lhes medo (e eu consigo muito bem, vcs sabem!). As minhas amigas diziam o tempo todo que eu devia parar com isso, passei noites em claro discutindo com elas, dando 540001465100244580103257 motivos do porque eu não queria etc etc. E vcs sabem como eu sou cabeça dura!
Um dia, eu estava "fazendo esse discurso" e alguém que tomei cerveja umas três ou quatro vezes, tocou no meu ombro e disse que eu não devia generalizar. Não é que fez mais sentido? E eu fiquei pensando...

14 de maio de 2007


Achei que devia começar escrevendo sobre mim... um tanto difícil, não?

Eu faço jornalismo e trabalho na resvista Casa e Jardim. Tenho decendência lituana (e indígena, italina e espanhola). Mas é essa lituana que faz parte da minha vida sempre... Já morei dez meses na Alemanha, em um colégio de lituanos, onde aprendi o idioma lituano. Visitei por várias vezes a Lituânia, e adotei como segunda casa. Sou escoteira também. Gosto de música extrema (viking, death, black, thrash, heavy...) além de industrial, ebm, mpb, folk e etc. Eu não gostei de Praga. Amei amei a Escócia e a Hungria. Percebi que nada como o nosso Brasil. Eu quando pequena, acreditava naquelas lendas urbanas (loira do banheiro, kombi do palhaço etc). Fui a típica irmã caçula gordinha chata. Fui e sou um bebê chorão. Nem sei mais no que acredito. Danço salsa e dança folclórica lituana. Sou escoteira. Sou feliz na maior parte do tempo, boba alegre e sem noção mesmo. Acho que nunca amei, mas sempre entrava de cabeça numa paixão e dava tudo de mim, e acho que justamente por isso, hoje sou uma verdadeira "cuzona", no que diz respeito à relacionamento amoroso. Minha família é a melhor que eu podia ter. Estou cercada de pessoas maravilhosas. Tenho a melhor amiga do mundo (vide foto). E acredite, é a melhor do mundo mesmo.

Acho que com o tempo, acabei me tornando meio fria, mas eu sei que vai passar...

Minha vida está muito perto da perfeição, não fosse por um vazio, que em certos dias (como hoje), insiste em me habitar...